Estamos iniciando um novo ano, e estamos apresentando este novo texto para a reflexão de todos os umbandistas.
Em hipótese alguma apresentamos este trabalho como verdade
definitiva, mas sim como uma hipótese um elemento de estudo aos
umbandistas deste terceiro milênio.
No instante da sua criação, a mônada espiritual, começa sua jornada
evolutiva através dos sete reinos e em cada fase deste processo
evolutivo recebe denominações diferentes.
Em termos bem simples podemos nomear as mônadas conforme sua atuação em cada um dos reinos.
Nos primeiros quatro reinos, a saber: Reino do Fogo, Reino da Terra,
Reino do Ar e Reino da Água a mônada recebe a denominação de ELEMENTAL.
Elemental em função da mônada, atuar em campos estruturais
pertencentes aos primeiros quatro reinos, que recebem a mesma
denominação dos quatro elementos de Aristóteles (Fogo, Terra, Ar e Água).
A origem da teoria dos quatro elementos, ao menos no ocidente, está
na Grécia, entre os filósofos pré-socráticos. Entre eles, a origem da
matéria era atribuída a um elemento diferente: ora o fogo, ora a água.
No entanto, é provável que essa discussão tenha vindo do oriente, onde encontramos, na China, a Teoria dos Cinco Elementos. Estes são, na verdade, elementos sutis, ou melhor, estados de mutação da matéria-energia.
Os escritos dos filósofos da Renascença, porém, levam a supor que o
ocidente também via os elementos como forças sutis que se manifestariam
através de transformações recíprocas. É o que se depreende do texto
enciclopédico de Cornelius Agrippa, De occulta philosophia. Esta forma de ver os elementos justifica a ligação entre astrologia e alquimia, que ocorria naquela época.
Também na Índia se vê a aplicação deste conceito de elementos que
entram em partes equilibradas na composição da matéria, quando a medicina aiurvédica tenta equilibrar os três humores: vento, fogo e terra.
O nome de Elemental é dado então em função da mônada atuar sobre reinos que possuem a mesma denominação dos quatro elementos: ELEMENTAL => ELEMENTOS
À partir do reino da água as estruturas ficam mais complexas,
aparecem na água os primeiros seres vivos e a partir deste reino até o
reino das matas a mônada passa a receber a denominação de ELEMENTAR.
Recebe a denominação de Elementar devido a mônada passar a atuar em campos estruturais de seres mais complexos, mas ainda bastante ELEMENTARES. (Seres elementares)
Nos reinos da mata e da humanidade a mônada pode receber outras denominações, por exemplo: Almas grupo, Encantados naturais etc…
Quando a mônada espiritual atinge a etapa evolutiva do Reino da Humanidade, passa a atuar sobre estruturas mais complexas, passa a ser chamada de ESPÍRITOS e é nesta fase que se encontram todos os humanos, espíritos encarnados.
Naturalmente que nesta fase de espíritos, encontramos várias
denominações, de acordo com o grau evolutivo do espírito (mônada) e da
sua atividade, comportamento etc…
Quando a mônada evolui da fase de espírito, ela deixa o Reino da Humanidade e passa a atuar diretamente no Reino das Almas.
Nesta fase evolutiva a mônada passa a receber várias denominações
diferentes , que podem ser por exemplo: espíritos puros, mestres,
santos, anjos, arcanjos, orixás etc… (Angelitude)
Nesta fase evolutiva a mônada atua sobre campos estruturais de maior complexidade e responsabilidade.
Não é possível determinar quando se inicia o processo evolutivo da
mônada, sua data de criação, da mesma forma que não podemos determinar
quando a mônada atinge seu ápice evolutivo, podemos afirmar que esta
caminhada é eterna, pois o universo também evolui num processo continuo.
(Teoria do Big Bang)
Durante todo este processo evolutivo a mônada atua sobre campos estruturais diferentes , mantendo e criando estruturas, que podem ser de natureza material, etérica, mental, emocional e espiritual.
Vamos neste texto comentar sobre a fase evolutiva da mônada nos quatro primeiros reinos, onde ela recebe a denominação de ELEMENTAL.
Infelizmente a literatura existente é confusa e muito limitada, na
maioria das vezes apresentando uma visão infantil sobre este estágio
evolutivo e com poucas informações.
Estágio este, que todos nós já passamos, em algum momento da nossa caminhada evolutiva.
De acordo com Papus: “O caráter essencial dos
elementais é animar instantaneamente as formas de substância astral que
se condensa em volta deles. Seu aspecto é variável e estranho: ora são
como uma multidão de olhos fixos sobre um indivíduo; ora são pequenos
pontos fixos luminosos rodeados de aura fosforescente. Podem, ainda,
parecer criaturas indefinidas, combinações de formas humanas com
animais.”
É muito comum a literatura falando sobre silfos, salamandras, ondinas e Gnomos.
Não queremos neste texto tratar sobre rituais para invocação de
elementais, nossa preocupação maior é despertar a consciência do
umbandista para esta enorme quantidade de “seres” que atuam no universo e cotidianamente participam de nossas vidas sem que tenhamos consciência desta intervenção.
Este assunto foi desenvolvido no curso “A Evolução espiritual e os Sete Reinos Sagrados”, que se encontra disponível no módulo de ensino à distância do Núcleo Mata Verde – www.ead.mataverde.org
Podemos estudar de forma “racional” estas mônadas chamadas de elementais?
Quantas existem?
O que fazem?
Onde interferem?
Quais os espíritos que atuam sobre elas?
Quem são estes espíritos da natureza?
Estão subordinadas a quais Orixás, a quais hierarquias espirituais?
Verifiquem que existem muitas dúvidas, muitas perguntas e com certeza muitas respostas.
Para podermos adentrar neste mundo desconhecido, utilizamos no Núcleo Mata Verde um modelo doutrinário que chamamos de Umbanda Os Sete Reinos Sagrados, que são fases da evolução do planeta Terra.
Se você ainda não conhece esta doutrina, recomendamos o livro – Umbanda Os Sete Reinos Sagrados, Manoel Lopes, Ed.Ìcone e também o curso à distância “Umbanda Os Sete Reinos Sagrados” disponível no site www.ead.mataverde.org
Após esta breve apresentação do conceito de Elemental, que difere de Elementar, como mostrado acima, iremos apresentar uma maneira simples de compreender esta enorme quantidade de seres.
Sabemos que existem sete reinos, que são chamados de sete reinos sagrados e que nada mais são do que fases evolutivas do planeta Terra.
Estas sete fases são identificadas e aceitas pela ciência atual.
Sabemos também que atuam nestes sete reinos, sete hierarquias espirituais, que nada mais são do que as Sete Linhas da Umbanda.
Sabemos também que estes sete reinos geram sete tipos diferentes de forças primordiais, que chamamos de Tatá Pyatã, Yby Pyatã, Ybytu Pyatã, Y Pyatã, Caá Pyatã , Abá pyatã e Anga pyatã que em nossa linguagem se traduzem como força ígnea, força telúrica, força eólica, força hídrica, força vegetal e animal, força Hominal e força espiritual.
São estas diferentes forças primordiais combinadas que criam a grande
diversidade de elementos existentes na natureza, na vida e na
espiritualidade.
Estas forças podem se combinar gerando formas complexas de atuação material e espiritual, também gerando as diversas linhas de trabalhos existentes na umbanda e as diversas qualidades de orixás existentes no Candomblé.
Para facilidade de estudo iremos criar uma matriz numérica para facilitar o entendimento.
Faremos uma matriz agrupando os quatro reinos, onde a mônada recebe a nomenclatura de Elemental, e os sete reinos sagrados com suas varias formas de expressão e manifestação.
Representaremos a mônada utilizando a letra “M” e cada reino será representado pelo número correspondente ao reino: fogo (1), Terra(2), Ar(3), Água(4), Matas(5), Humanidade(6), Almas(7).
Por exemplo:
M12 => representa uma mônada do reino do fogo (1) atuando no reino da Terra (2)
Vamos determinar inicialmente quantas mônadas podem existir nas
condições apresentadas acima: Mônadas pertencentes aos quatro primeiros
reinos ( 1,2,3,4) que atuam nos sete reinos (1,2,3,4,5,6,7)
Uma matriz 4×7
M11, M12, M13, M14, M15, M16, M17
M21, M22, M23, M24, M25, M26, M27
M31, M32, M33, M34, M35, M36, M37
M41, M42, M43, M44, M45, M46, M47
Verificamos que possuímos 28 tipos diferentes de mônadas atuando como elementais.
Seria este o limite máximo dos diferentes elementais?
A resposta é não, pois podemos combinar estes 28 princípios, gerando assim, muitas formas diferentes de elementais.
Qual o número total de combinações, que estas 28 princípios podem fazer?
Existe um formula matemática de analise combinatória para calcular este valor.
O valor de Cn,p conforme abaixo:
C28,2 = 378
C28,3 = 3.276
C28,4= 20.475
C28,5 = 98.280
C28,6 = 376.740
C28,7 = 1.184.040
Este valor vai aumentando até atingir C28,14=40.116.600
Estudar individualmente cada um destes 40.116.600 elementais, é uma tarefa impossível de ser realizada, mas podemos estudar em detalhes cada um dos 28 elementais básicos.
O que faremos em outro texto, mas deixamos um convite para você
iniciar seus estudos a partir dos elementos fundamentais de cada reino,
fazendo a livre associação entre os reinos combinados.
Abraços,
Saravá Umbanda!
São Vicente, 02/01/2013
Manoel Lopes – Dirigente do Núcleo Mata Verde
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Elementais e os Sete Reinos – parte II
Iniciaremos este estudo com uma citação de Papus:
Gérard Anaclet Vincent Encausse, conhecido nos meios místicos como Papus, foi um dos maiores estudiosos das ciências ocultas do século 19.
Médico que se tornou famoso no meio ocultista sob o pseudônimo de PAPUS, nasceu no dia 13 de julho de 1865, em Corunã-Espanha, sua genialidade e dedicação marcaram sua vida, e ele deixou um vasto conjunto de obras que abrangem os vários caminhos que levam o homem a se conectar à sua natureza divina.
Papus foi sem dúvida alguma um grande Mestre ocultista, escreveu mais de 160 títulos, entre livros, artigos, conferências, abordando tanto a medicina como o ocultismo.
Foi levado ao ocultismo por seu amigo Stanislas de Guaita e teve como iniciador o ilustre Marques Yves d’Alveydre. Mergulhou no esoterismo de corpo e alma. No inicio de suas pesquisas, foi atraído pela Teosofia e pela Metafísica oriental, porém, logo se afastou destes princípios, tornando-se um dos criadores da escola de ocultismo ocidental. Foi reorganizador e presidente do Conselho Supremo da Ordem Martinista, presidente da Ordre Kabalistique de la Rose Croix, presidente da Sociedade Magnética da França e grão mestre de alguns ritos maçônicos.
É a partir desta citação de Papus que iremos continuar nossos estudos sobre os elementais na visão umbandista e principalmente na visão doutrinária dos sete reinos sagrados.
Para que não ajam dúvidas vamos resumir alguns pontos importantes, que foram estudados no texto anterior.
1)Estamos estudando os elementais, a partir de uma visão umbandista e que chamamos de doutrina umbandista dos Sete Reinos Sagrados.
Se você ainda não conhece a doutrina sugerimos, que leia outros textos que foram publicados aqui neste blog, ou através do estudo do livro Umbanda Os Sete Reinos Sagrados – Manoel Lopes, Ed.Ícone , caso tenha interesse em se aprofundar no estudo doutrinário, sugerimos os cursos à distância oferecidos pelo Núcleo Mata Verde no site www.ead.mataverde.org
2)É principio doutrinário a existência das sete linhas da umbanda, que refletem os sete reinos sagrados e que são manifestações das sete hierarquias espirituais.
3)Outro principio doutrinário é o caminho evolutivo único do espírito,que tem na sua criação a denominação de mônada espiritual.
Esta mônada atua sobre os sete reinos , sob a supervisão de espíritos superiores e Orixás, é desta forma que se processa seu desenvolvimento espiritual. Chamamos este processo de Arapé – O Caminho da Luz.
4)Durante este processo evolutivo a mônada recebe várias denominações; quando já alcançou um determinado grau de independência e conhecimentos, atua no reino da Humanidade e recebe a denominação de espírito.
O Reino da Humanidade é o sexto reino, que é regido pelo Orixá Oxalá e que tem manifestação de uma força chamada de Abá Pyatã.
5)Quando começa sua jornada evolutiva, a mônada, atua sobre os primeiros quatro reinos: Reino do Fogo, Reino da Terra, Reino do Ar e Reino da água e nesta fase recebe a denominação de ELEMENTAL.
6)Doutrinariamente separamos a denominação de ELEMENTAL de ELEMENTAR (Vide texto citado anteriormente)
7)Chamamos de ELEMENTARES aquelas mônadas que atuam sobre campos estruturais de seres que ainda são bastante simples,ou seja,são seres elementares. Normalmente se manifestam a partir do quarto reino, que é o Reino da Água e do Reino das Matas.
Agora que relembramos alguns conceitos que foram estudados no texto anterior continuaremos nossos estudos, a partir da análise do texto apresentado no inicio deste artigo.
Vamos separar as características apresentadas por Papus:
1) O caráter essencial dos elementais é animar instantaneamente as formas de substância astral que se condensa em volta deles.
2) Seu aspecto é variável e estranho: ora são como uma multidão de olhos fixos sobre um indivíduo; ora são pequenos pontos fixos luminosos rodeados de aura fosforescente.
3) Podem, ainda, parecer criaturas indefinidas, combinações de formas humanas com animais.
Logo no primeiro item Papus afirma que a função dos elementais é animar as formas de substancia astral que se condensa em volta deles.
Aqueles que já estudaram a doutrina dos sete reinos sagrados, já conhecem o conceito de CAMPO ESTRUTURAL.
O Campo Estrutural é um dos princípios fundamentais da doutrina umbandista seguida pelo Núcleo Mata Verde.
Ele é o responsável por todas as estruturas existentes em nosso mundo material e no mundo espiritual; no Aiyê e no Orun.
É o campo estrutural que organiza, ou estrutura a energia, moldando a matéria em suas múltiplas características, também é o responsável pelo corpo espiritual ou perispirito como é conhecido pelos espíritas.
Podemos afirmar que o Campo Estrutural é um duplo de tudo o que existe na dimensão física.
É também o Campo Estrutural o responsável pelas estruturas existentes na dimensão espiritual, sejam elas os hospitais espirituais, as colonias espirituais, o umbral, as regiões espirituais e como não poderia deixar de ser ARUANDA entre outras realidades espirituais.
Em outro texto estaremos comentando sobre ARUANDA, uma maravilhosa região espiritual, habitada por todos aqueles que possuem afinidades com os princípios umbandistas.
Quando Papus diz “animar instantaneamente as formas de substância astral que se condensa em volta deles” ,ele está dizendo que os elementais estão alimentando campos estruturais que se formam ao redor deles.
Os elementais também alimentam campos estruturais existentes nos sete reinos sagrados e na natureza, seja um campo estrutural de uma pedra, de uma chama, de uma ventania, de uma molécula etc…
O conceito de campo estrutural pode receber vários nomes, podemos citar por exemplo: MOB modelo organizador biológico e Campos Mórficos ou morfogeneticos.
O conceito e o termo “Campo Estrutural” foi apresentando pela primeira vez no livro Umbanda os Sete Reinos Sagrados – Manoel Lopes, Ícone Editora.
Ao analisarmos os itens dois e três percebemos que Papus apresenta, de forma bem simples, dois tipos de seres: (2) ora são pequenos pontos fixos luminosos rodeados de aura fosforescente e (3) Podem, ainda, parecer criaturas indefinidas, combinações de formas humanas com animais.
Embora Papus fale somente em elementais, nós separamos os elementais dos elementares.
No item (2) “ora são pequenos pontos fixos luminosos rodeados de aura fosforescente”, este conceito é o que definimos como elementais e é o assunto deste texto.
No item (3) “Podem, ainda, parecer criaturas indefinidas, combinações de formas humanas com animais”, aqui definimos como seres elementares.
Esclarecida a diferença existente entre elementais e elementares é importante frisar a observação de Papus ao afirmar que estes seres podem se apresentar de “formas variadas e estranhas”, sendo impossível definirmos uma forma padrão para os elementais.
Papus afirma “são pequenos pontos fixos luminosos rodeados de aura fosforescente”, mas no conceito doutrinário umbandista, definimos elementais como Mônadas que atuam em conjunto, e que tem como principal objetivo alimentarem campos estruturais naturais.
Atuarem em conjunto significa uma verdadeira nuvem de mônadas alimentando campos estruturais organizadores das formas naturais.
Como estas mônadas são seres na fase inicial do processo evolutivo, são bem tênues, sua força vibracional é débil, sua vontade é fraca, sendo necessário a atuação em conjunto, formando nuvens com milhares, milhões, bilhões de mônadas para manterem estruturas simples que existem na natureza.
Não temos como precisar esta quantidade de mônadas que formam estas nuvens, e praticamente é impossível individualizar uma única mônada na fase de Elemental.
Podemos agir sobre elas através do pensamento, através da força da nossa vontade (que é bem superior a de um alemental) e desta forma movimentar estas nuvens de elementais como desejarmos.
Vivemos rodeados de elementais e na umbanda, mesmo sem que saibamos utilizamos diariamente estes seres.
Esta é a base da magia Elemental, que será assunto de outro texto.
Podemos nomear estas mônadas recém-criadas, estes elementais?
Sim, é possível e estaremos apresentando este assunto no próximo texto.
Abraços,
Saravá Umbanda!
São Vicente, 19/01/2013
Manoel Lopes – Dirigente do Núcleo Mata Verde
“O caráter essencial dos elementais é animar instantaneamente as formas de substância astral que se condensa em volta deles. Seu aspecto é variável e estranho: ora são como uma multidão de olhos fixos sobre um indivíduo; ora são pequenos pontos fixos luminosos rodeados de aura fosforescente. Podem, ainda, parecerem criaturas indefinidas, combinações de formas humanas com animais.”Papus é considerado um dos maiores mestres em magia e ocultismo, no estudo dos elementais é comum se fazer referência a seus textos.
Gérard Anaclet Vincent Encausse, conhecido nos meios místicos como Papus, foi um dos maiores estudiosos das ciências ocultas do século 19.
Médico que se tornou famoso no meio ocultista sob o pseudônimo de PAPUS, nasceu no dia 13 de julho de 1865, em Corunã-Espanha, sua genialidade e dedicação marcaram sua vida, e ele deixou um vasto conjunto de obras que abrangem os vários caminhos que levam o homem a se conectar à sua natureza divina.
Papus foi sem dúvida alguma um grande Mestre ocultista, escreveu mais de 160 títulos, entre livros, artigos, conferências, abordando tanto a medicina como o ocultismo.
Foi levado ao ocultismo por seu amigo Stanislas de Guaita e teve como iniciador o ilustre Marques Yves d’Alveydre. Mergulhou no esoterismo de corpo e alma. No inicio de suas pesquisas, foi atraído pela Teosofia e pela Metafísica oriental, porém, logo se afastou destes princípios, tornando-se um dos criadores da escola de ocultismo ocidental. Foi reorganizador e presidente do Conselho Supremo da Ordem Martinista, presidente da Ordre Kabalistique de la Rose Croix, presidente da Sociedade Magnética da França e grão mestre de alguns ritos maçônicos.
É a partir desta citação de Papus que iremos continuar nossos estudos sobre os elementais na visão umbandista e principalmente na visão doutrinária dos sete reinos sagrados.
Para que não ajam dúvidas vamos resumir alguns pontos importantes, que foram estudados no texto anterior.
1)Estamos estudando os elementais, a partir de uma visão umbandista e que chamamos de doutrina umbandista dos Sete Reinos Sagrados.
Se você ainda não conhece a doutrina sugerimos, que leia outros textos que foram publicados aqui neste blog, ou através do estudo do livro Umbanda Os Sete Reinos Sagrados – Manoel Lopes, Ed.Ícone , caso tenha interesse em se aprofundar no estudo doutrinário, sugerimos os cursos à distância oferecidos pelo Núcleo Mata Verde no site www.ead.mataverde.org
2)É principio doutrinário a existência das sete linhas da umbanda, que refletem os sete reinos sagrados e que são manifestações das sete hierarquias espirituais.
3)Outro principio doutrinário é o caminho evolutivo único do espírito,que tem na sua criação a denominação de mônada espiritual.
Esta mônada atua sobre os sete reinos , sob a supervisão de espíritos superiores e Orixás, é desta forma que se processa seu desenvolvimento espiritual. Chamamos este processo de Arapé – O Caminho da Luz.
4)Durante este processo evolutivo a mônada recebe várias denominações; quando já alcançou um determinado grau de independência e conhecimentos, atua no reino da Humanidade e recebe a denominação de espírito.
O Reino da Humanidade é o sexto reino, que é regido pelo Orixá Oxalá e que tem manifestação de uma força chamada de Abá Pyatã.
5)Quando começa sua jornada evolutiva, a mônada, atua sobre os primeiros quatro reinos: Reino do Fogo, Reino da Terra, Reino do Ar e Reino da água e nesta fase recebe a denominação de ELEMENTAL.
6)Doutrinariamente separamos a denominação de ELEMENTAL de ELEMENTAR (Vide texto citado anteriormente)
7)Chamamos de ELEMENTARES aquelas mônadas que atuam sobre campos estruturais de seres que ainda são bastante simples,ou seja,são seres elementares. Normalmente se manifestam a partir do quarto reino, que é o Reino da Água e do Reino das Matas.
Agora que relembramos alguns conceitos que foram estudados no texto anterior continuaremos nossos estudos, a partir da análise do texto apresentado no inicio deste artigo.
Vamos separar as características apresentadas por Papus:
1) O caráter essencial dos elementais é animar instantaneamente as formas de substância astral que se condensa em volta deles.
2) Seu aspecto é variável e estranho: ora são como uma multidão de olhos fixos sobre um indivíduo; ora são pequenos pontos fixos luminosos rodeados de aura fosforescente.
3) Podem, ainda, parecer criaturas indefinidas, combinações de formas humanas com animais.
Logo no primeiro item Papus afirma que a função dos elementais é animar as formas de substancia astral que se condensa em volta deles.
Aqueles que já estudaram a doutrina dos sete reinos sagrados, já conhecem o conceito de CAMPO ESTRUTURAL.
O Campo Estrutural é um dos princípios fundamentais da doutrina umbandista seguida pelo Núcleo Mata Verde.
Ele é o responsável por todas as estruturas existentes em nosso mundo material e no mundo espiritual; no Aiyê e no Orun.
É o campo estrutural que organiza, ou estrutura a energia, moldando a matéria em suas múltiplas características, também é o responsável pelo corpo espiritual ou perispirito como é conhecido pelos espíritas.
Podemos afirmar que o Campo Estrutural é um duplo de tudo o que existe na dimensão física.
É também o Campo Estrutural o responsável pelas estruturas existentes na dimensão espiritual, sejam elas os hospitais espirituais, as colonias espirituais, o umbral, as regiões espirituais e como não poderia deixar de ser ARUANDA entre outras realidades espirituais.
Em outro texto estaremos comentando sobre ARUANDA, uma maravilhosa região espiritual, habitada por todos aqueles que possuem afinidades com os princípios umbandistas.
Quando Papus diz “animar instantaneamente as formas de substância astral que se condensa em volta deles” ,ele está dizendo que os elementais estão alimentando campos estruturais que se formam ao redor deles.
Os elementais também alimentam campos estruturais existentes nos sete reinos sagrados e na natureza, seja um campo estrutural de uma pedra, de uma chama, de uma ventania, de uma molécula etc…
O conceito de campo estrutural pode receber vários nomes, podemos citar por exemplo: MOB modelo organizador biológico e Campos Mórficos ou morfogeneticos.
O conceito e o termo “Campo Estrutural” foi apresentando pela primeira vez no livro Umbanda os Sete Reinos Sagrados – Manoel Lopes, Ícone Editora.
Ao analisarmos os itens dois e três percebemos que Papus apresenta, de forma bem simples, dois tipos de seres: (2) ora são pequenos pontos fixos luminosos rodeados de aura fosforescente e (3) Podem, ainda, parecer criaturas indefinidas, combinações de formas humanas com animais.
Embora Papus fale somente em elementais, nós separamos os elementais dos elementares.
No item (2) “ora são pequenos pontos fixos luminosos rodeados de aura fosforescente”, este conceito é o que definimos como elementais e é o assunto deste texto.
No item (3) “Podem, ainda, parecer criaturas indefinidas, combinações de formas humanas com animais”, aqui definimos como seres elementares.
Esclarecida a diferença existente entre elementais e elementares é importante frisar a observação de Papus ao afirmar que estes seres podem se apresentar de “formas variadas e estranhas”, sendo impossível definirmos uma forma padrão para os elementais.
Papus afirma “são pequenos pontos fixos luminosos rodeados de aura fosforescente”, mas no conceito doutrinário umbandista, definimos elementais como Mônadas que atuam em conjunto, e que tem como principal objetivo alimentarem campos estruturais naturais.
Atuarem em conjunto significa uma verdadeira nuvem de mônadas alimentando campos estruturais organizadores das formas naturais.
Como estas mônadas são seres na fase inicial do processo evolutivo, são bem tênues, sua força vibracional é débil, sua vontade é fraca, sendo necessário a atuação em conjunto, formando nuvens com milhares, milhões, bilhões de mônadas para manterem estruturas simples que existem na natureza.
Não temos como precisar esta quantidade de mônadas que formam estas nuvens, e praticamente é impossível individualizar uma única mônada na fase de Elemental.
Podemos agir sobre elas através do pensamento, através da força da nossa vontade (que é bem superior a de um alemental) e desta forma movimentar estas nuvens de elementais como desejarmos.
Vivemos rodeados de elementais e na umbanda, mesmo sem que saibamos utilizamos diariamente estes seres.
Esta é a base da magia Elemental, que será assunto de outro texto.
Podemos nomear estas mônadas recém-criadas, estes elementais?
Sim, é possível e estaremos apresentando este assunto no próximo texto.
Abraços,
Saravá Umbanda!
São Vicente, 19/01/2013
Manoel Lopes – Dirigente do Núcleo Mata Verde
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
DIFERENÇAS ENTRE CIGANAS E POMBAS GIRAS CIGANAS
A linha dos ciganos é uma linha independente que não trabalha apenas na Umbanda.
Tem uma vibração muito próxima à Linha do Oriente, podendo trabalhar como uma Falange dessa linha. ou como uma Linha independente, com suas próprias falanges, dependendo da raiz (origem) dos espíritos.
As entidades ciganas costumam ter muitas experiências encarnatórias como ciganas, com tradição e conhecimento de seu povo. Enquanto que as pombas Giras Ciganas podem ter sido ciganas, que optaram pelo trabalho de pombas Giras ou Pombas Giras que tiveram acesso ao conhecimento e à magia própria dos ciganos sem contudo terem ligação de raiz com o povo cigano.
Suas manifestações, seja através da vibração ou da incorporação propriamente dita, são de muita alegria e alto astral, deixando em seus médiuns uma sensação
Em suas consultas, usam elementos dos povos ciganos, como: frutas, incensos, flores do campo, rosas coloridas, velas coloridas, ervas, especiarias, cristais, baralhos ciganos, runas, moedas etc.
Suas roupas podem ser de diversas cores e costumam ser bastante enfeitadas.
As Pombas Giras Ciganas são entidades que realizam um trabalho mais denso, e por isso mesmo, teem a vibração mais forte que as Ciganas.
Efetivamente são Pombas Giras, com algumas características Ciganas, trabalham mais a magia, os oráculos, as revelações, os encantamentos de amor etc.
Essas entidades são especialistas nas artes do amor, exemplo disso é a famosa Pomba Gira Cigana Das Sete Saias.
Existem evidentes diferenças nas incorporações, comportamento, elementos de trabalho, tipo de consulta e aconselhamento, roupas, danças ente outros, entre as Ciganas e as Pombas Giras Ciganas. Entre as diferenças das duas entidades, destaca-se a sensualidade: as Pombas Giras Ciganas apresentam-se em geral mais sensuais que as Ciganas e as Pombas Giras Guardiãs.
Raramente uma entidade Cigana mostra-se densa, autoritária ou de mal humor. Os ciganos também costumam se apresentar bem mais alegres, calorosos amorosos e sedutores que os Exús, mas isso em nada diminui seu fascínio poder de fogo, são conhecedores da alta magia e principalmente da alma humana, e seus trabalhos são muito eficientes.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Exús e Pombagiras - Anjos ou Demônios ?
Subordinados às energias superiores, são compromissados com as leis divinas e estagiam em graus médios da espiritualidade, praticando o bem, caminhando na luz em busca de sua própria evolução.
Trilham no astral inferior apenas para combater o mal: desfazem feitiços, trabalhos de magia negra em pessoas e ambientes; resgatam os espíritos malígnos e obsessores, responsáveis por separações de casais; vícios de bebidas e drogas; embaraços nos negócios; perturbações; discussões em família e uma infinidade de malefícios…
Encaminham estes espíritos a um guardião-chefe, onde passam por uma triagem e, após se redimirem de seus erros, são batizados e preparados para cumprir sua missão, juntamente com o Exu que lhes resgatou. Esses Exus, no cumprimento de suas missões, evoluem: são coroados e recebem, por mérito de seu sacrifício, a condição de progredirem como elementos da linha positiva.
É comum ouvir dizer que sem Exu não se faz nada. Isso se dá pelo fato destas entidades estarem frente aos combates espirituais, prestando defesa e proteção, e não porque são vingadores, traíras ou forças do mal, como a maior parte das lendas nos leva a pensar.
Entretanto cabe lembrar, que o estágio evolutivo de Exu é inferior ao dos caboclos, baianos, pretos-velhos, etc., o que também não significa que não sejam evoluídos - apenas encontram-se num estágio abaixo.
Sua energia é mais densa e sua vibração ou força de incorporação está mais próxima ou similar à vibração da Terra, exigindo dos médiuns uma concentração diferenciada da que possam sentir ao incorporarem um caboclo, um baiano ou preto-velho.
Fato é que, quanto mais evoluída for a entidade a ser incorporada, mais sutil será a incorporação e a energia sentida. Há também de se lembrar que, quando um médium incorpora um Exu ou Pombo-gira, ele está ativando seus chackras inferiores, e, se este médium for despreparado ou tiver conduta questionável, poderá interferir na incorporação: ele dará vazão aos seus sentimentos menores, transferindo para o Exu o seu tipo de comportamento e neste caso não há dúvidas: o médium está mistificando um ato sagrado da espiritualidade.
Outro aspecto a ressaltar é que esse estágio espiritual, onde se encontra Exu, em nada o impede de trabalhar harmoniosamente com as entidades mais evoluídas, até porque a questão hierárquica, no Plano Astral, é sublimada: lá não existem disputas pelo poder, pois, todos estão conscientes de suas tarefas e de seus graus. Bom, agora que já transcorremos de forma esclarecedora, sobre o tema, conheça mais sobre alguns guardiões e suas falanges.
Corrente dos Exus e Pombo-giras
Tranca Ruas - Falange das Almas
Tiriri - Falange das Encruzilhadas das Matas
Sete Encruzilhadas - Falange das Encruzilhadas
Meia-Noite - Falange dos Cruzeiros
Maria Padilha - Falange das Almas
Sete Saias - Falange das Encruzilhadas
Maria Molambo - Falange da Lira
EXU E A SUA FORMA ORIGINAL
Na tentativa de manter o culto aos seus deuses no Brasil, os negros escravos buscaram pontos de convergência entre a trajetória dos santos católicos e os dezesseis orixás do culto do Candomblé, mais conhecidos e tradicionalmente cultuados.
Exu foi representado no sincretismo católico, pelos negros africanos, por Santo Antônio, simplesmente por questões similares como a cor de ambos e governança: o número sete, os cemitérios, encruzas e sua personalidade forte.
Este orixá foi o que mais sofreu uma perseguição sistemática, pelos missionários catequizadores, sendo associado ao Diabo.
Nesta mistura de mentiras, médiuns despreparados recebiam espíritos que se passavam por Exu, dizendo que era o Demônio, fazendo com que comerciantes inescrupulosos e ignorantes criassem uma imagem de Exu, cada vez mais distorcida e tenebrosa.
Exu, sobre esta concepção, ganhou chifre, rabo e pata de animais. Verdade é que, a forma original de Exu é humana, ele tem dois braços, duas pernas, dois olhos e uma cabeça! Os espíritos que compõem a falange de Exu são espíritos como nós, contemporâneos até.
Essa associação, indevida e maldosa, com o passar do tempo, foi caindo no gosto popular e na psique de pessoas mentalmente e espiritualmente doentes, que começaram a construir a visão irreal de que Exu é o Demônio.
Diferente dos quiumbas, zombeteiros e outros espíritos oportunistas, que podem mistificar os trabalhos espirituais e se passarem por Exu, cada ser humano têm, pelo menos, um casal de Exus que influenciam permanentemente em seu destino.
Independe do sexo e da sexualidade do médium a incorporação de um Pombo-gira ou Exu. Isto quer dizer que um médium homem jamais terá sua sexualidade transmutada ou interferida porque incorpora uma Pombo-gira e a recíproca é verdadeira. Estas “lendas” em nada conferem com a realidade da pura espiritualidade e, pelo contrário, distorcem ainda mais a verdade dos fatos.
Fonte: Revista Orixás, Candomblé e Umbanda – Ano I – Nº 04
Características básicas dos exus
1. Tem palavra e a honram;2. Buscam evoluir;
3. Por sua função cármica de guardião, sofrem com os constantes choques energéticos a que estão expostos;
4. Afastam-se daqueles que atrasam a sua evolução;
5. Estas Entidades mostram-se sempre justas, dificilmente demonstrando emotividade, dando-nos a impressão de serem mais "duras" que as demais Entidades;
6. São caridosas e trabalham nas suas consultas, mais com os assuntos terra a terra;
7. Sempre estão nos lugares mais perigosos para a alma humana;
8. Quando não estão em missão ou em trabalhos, demonstram o imenso amor e compaixão que sentem pelos encarnados e desencarnados.
Exu é o guardião dos caminhos, soldado dos Pretos-velhos e Caboclos, emissário entre os homens e os Orixás, lutador contra o mau, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado.
Verdadeiros cobradores do carma e responsáveis pelos espíritos humanos caídos representam e são o braço armado e a espada divina do Criador nas trevas, combatendo o mal e sendo responsáveis pela estabilidade astral na escuridão. Senhores do plano negativo atuam dentro de seus mistérios regendo seus domínios e os caminhos por onde percorre a humanidade.
Em seus trabalhos Exu corta demandas, desfaz trabalhos e feitiços e magia negra, feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos e desobsessões retirando os espíritos obsessores e os trevosos, e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.
A roupagem fluídica dos Exus varia de acordo com o seu grau evolutivo, função, missão e localização. Normalmente, em campos de batalhas, eles usam o uniforme adequado. Seu aspecto tem sempre a função de amedrontar e intimidar. Suas emanações vibratórias são pesadas, perturbadoras. Suas irradiações magnéticas causam sensações mórbidas e de pavor.
Exus são espíritos que já encarnaram na terra. Na sua maioria, tiveram vida difícil e envolvidas com vícios e marginalidade.
Estes espíritos optaram por prosseguir sua evolução espiritual através da prática da caridade, incorporando nos terreiros de Umbanda. São muito amigos, quando tratados com respeito e carinho, são desconfiados mas gostam de ser presenteados e sempre lembrados. Estes espíritos, assim como os Preto-velhos, crianças e caboclos, são servidores dos Orixás.
Apesar das imagens de Exus fazerem referência ao "Diabo" medieval (herança do Sincretismo religioso), eles não devem ser associados a prática do "Mal", pois como são servidores dos Orixás, todos tem funções específicas e seguem as ordens de seus "patrões".
Dentre várias, duas das principais funções dos Exus são: a abertura dos caminhos e a proteção de terreiros e médiuns contra espíritos perturbadores durante a gira ou obrigações.
Pombo-Gira é um Exu Feminino,a função das pombo-giras, está relacionada à sensualidade. Elas frenam os desvios sexuais dos seres humanos, direcionam as energias sexuais para a construção e evitam as destruições.
A sexualidade desenfreada é um vicio alimentado tanto pelos encarnados, quanto pelos desencarnados, criando um ciclo ininterrupto, caso as pombo-giras não atuassem neste campo emocional.
As pombo-giras são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São, como qualquer exu, executoras da Lei e do carma.
Cabe a elas esgotar os vícios ligados ao sexo. Elas, ao se manifestarem, carregam em si, grande energia sexual, não significa que elas sejam desequilibradas, mas sim que elas recorrem a este expediente para "descarregar" o ambiente deste tipo de energia negativa.
São espíritos alegres e gostam de conversar sobre a vida. São astutas, pois conhecem a maioria das más intenções.
ESPIRÍTOS CIGANOS NA UMBANDA
O ENTENDIMENTO E CONSEQUENTEMENTE O CULTO ÀS ENTIDADES CIGANAS DENTRO DA UMBANDA, CARREGA AINDA MUITO MISTÉRIO.
A
UMBANDA ENQUANTO RELIGIÃO REVELADA AO MUNDO, É MUITO RECENTE.E VEM
SENDO ENTENDIDA, PERCEBIDA , ASSIMILADA E REINVENTADA POR SEUS ECLÉTICOS
SEGUIDORES AO LONGO DESSE CENTENÁRIO.
A CORRENTE ASTRAL DA UMBANDA CONGREGA E ABRIGA UMA INFINIDADE DE VERSÕES E INTERPRETÇÕES, CADA QUAL PRETENDENDO A SUA VERDADE.
SE
UMA RELIGIÃO PERMITE EM SUA CONSTITUIÇÃO A ATUAÇÃO DE ENTIDADES TÃO
DIFERENTE ENTRE SI, RESPEITANDO-AS EM SUAS LINHAS E CARACTERÍSTICAS
PECULIARES, O QUE NÃO FARIA POR NÓS, PEQUENOS APRENDIZES DO AMOR.
CADA
TENDA, TERREIRO, CENTRO, TEMPLO OU CABANA POSSUÍ SEUS ESTATUTOS, EMBORA
A MAIORIA SIGA A BASE REVELADA PELO CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS AO
MÉDIUM ZÉLIO DE MORAES EM 15 DE NOVEMBRO DE 1908.
ALGUNS
PODEM ARGUMENTAR QUE A UMBANDA TORNOU-SE PALCO DE MANIFESTAÇÕES
CAÓTICAS DESPROVIDADAS DE VERDADEIRO SIGNIFICADO RELIGIOSO.
ENTRETANTO
NÃO SÃO SEUS SEGUIDORES QUE ESTÃO DENTRO DA UMBANDA, A UMBANDA
VERDADEIRA É QUE ESTÁ DENTRO DOS QUE A ELEGERAM COMO RELIGIÃO
MÃE.RELIGIÃO ESSA QUE EQUACIONA AS DIFERENÇAS, TENDO COMO RESULTANTE O
AMOR UNIVERSAL.
OS ESPÍRITOS QUE TRABALHAM NA UMBANDA NA LINHA DOS CIGANOS, DOMINAM A ARTE MAGISTÍCA E TÊM UMA FORÇA DESCONHECIDA PELA MAIORIA DAS PESSOAS, INCLUSIVE ALGUNS UMBANDISTAS.
PERTENCEM A UMA FALANGE COMPOSTA POR ESPÍRITOS ELEVADOS QUE ENCARNARAM NOS QUATRO CANTOS DO MUNDO, ASSIM FORMAM UMA EGRÉGORA DE PURA LUZ E SABEDORIAS ANCESTRAIS.
ATRAVÉS DA MANIFESTAÇÃO DE SUA ALEGRIA ATRAEM UMA MULTIDÃO CRESCENTE DE SEGUIDORES UMBANDISTAS OU NÃO.
MUITOS MISTÉRIOS AINDA SERÃO REVELADOS, À MEDIDA QUE ESTIVERMOS PREPARADOS.
SALVE OS ESPÍRITOS CIGANOS.
ROGAMOS A SUA PRESENÇA E REVERENCIAMOS A SUA SABEDORIA.
Texto extraido do Blog: http://umbandaestudo.blogspot.com.br
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